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CURSO DE ELETRICISTA DE REDES ELÉTRICAS – 240H

Categorias: Profissionalizante
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Sobre o curso

OBJETIVO:

O curso de Eletricista 240h Redes Aéreas, é o curso ideal para entrar nas empresas de Distribuição de Energia Elétrica de todo Brasil.  Este  curso tem como objetivo te preparar  para o mercado de trabalho, com todo conhecimento necessário de Redes De Distribuição de Energia Elétrica e com isso  ingressar rapidamente nas empresas de distribuição redes elétricas de energia e terceirizadas. Terá conhecimento necessário para auxiliar nas instalações, manutenções, religamentos de redes de distribuição aéreas primárias e secundárias.

Todo o curso será feito de forma online – EAD.

PÚBLICO-ALVO:

O curso está direcionado a profissionais que desejam atuar  na área de redes de distribuição de energia elétrica.

VÁLIDO EM TODO BRASIL.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

MODULO 1 – INTRODUÇÃO À ELETRICIDADE

MÓDULO 2 – ESTUDO DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS

MÓDULO 3 – SISTEMA DE POTÊNCIA ELÉTRICA

MÓDULO 4 – EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO DE GRANDEZAS

MÓDULO 5 – SIMBOLOGIA USADA EM PROJETOS DE REDES

MÓDULO 6 – POSTAS

MÓDULO 7 – INSPEÇÕES EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO

MÓDULO 8 – ATERRAMENTO DE REDES DE

MÓDULO 9 – VÃOS DE CABOS DE REDES DE

MÓDULO 10 – CONEXÕES ELÉTRICA

MÓDULO 11 – REDE DAT

MÓDULO 12 – REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA COMPACTA DE 15 KV

MÓDULO 13 – REDE AÉREA ISOLADA DE MÉDIA TENSÃO EM CONDUTORES PRÉ-REUNIDOS AUTOSSUSTENTADOS 15 kV

MÓDULO 14 – AUTOMAÇÃO EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO SECCIONADORAS E RELIGADORES

MÓDULO 15 – CÁLCULO DA DEMANDA RESIDENCIAL E COMERCIAL – PADRÃO ENEL

MÓDULO 16 – SISTEMA ENCAPSULADO DE MEDIÇÃO A TRANSFORMADOR A SECO – SEMTS

MÓDULO 17 – PADRÃO DE ENTRADA DE CONSUMIDOR

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Conteúdo do curso

MODULO 1 – INTRODUÇÃO À ELETRICIDADE

  • 1.0- Introdução à eletricidade
  • 1.1- Grandezas elétricas
  • 1.2- Associação de resistências
  • 1.3- Segunda lei de Ohms
  • 1.4- Diferença de potencial
  • 1.5- Energia
  • 1.6- Potencial elétrico
  • Quiz 1

MÓDULO 2 – ESTUDO DAS GRANDEZAS ELÉTRICAS

MÓDULO 3 – SISTEMA DE POTÊNCIA ELÉTRICA

MÓDULO 4 – EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO DE GRANDEZAS ELÉTRICAS

MÓDULO 5 – SIMBOLOGIA USADA EM PROJETOS DE REDES ELÉTRICAS

MÓDULO 6 – POSTES

MÓDULO 7 – INSPEÇÕES EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREAS
Inspeções em redes de distribuição aéreas Objetivo Apresentar critérios e procedimentos para inspeção em serviços de em redes aéreas de distribuição. Inspeção em postes Procedimentos O eletricista deverá ter em mãos todo o material e equipamento necessário para executar a inspeção. Ferramentas - Prumo - Martelo de ponta e pá - Binóculos Postes de madeira  Verificar o prumo do poste;  Verificar visualmente as condições do poste, desde o topo até a linha de afloramento (engastamento), analisando o estado da madeira, observando: - a existência de buracos de pica-pau - rachaduras causadas por descargas atmosféricas; - estado de conservação da madeira  Percutir o poste com o martelo de ponta e pá, desde a linha de afloramento até a altura de 2 metros; ·  Com o martelo de ponta e pá, cavar 20 cm de profundidade em redor do poste e perfurar a base do mesmo na região do engastamento.  Quando não for possível cavar em torno do poste, perfurar a base do poste na região de engastamento com o martelo ponta e pá;  Em caso de oco ou podridão, não submeter o poste a esforço mecânico e não escalá–lo. Notas: Sempre verificar o poste a jusante e a montante da estrutura onde está sendo realizado o trabalho, pois a oscilação dos cabos do poste em serviço pode ocasionar danos aos postes adjacentes, que caindo pode derrubar o poste que está sendo trabalhado. Constatada anormalidade no poste, comunicar a empresa responsável. Postes de concreto  Verificar prumo do poste;  Verificar visualmente as condições do poste, desde o topo até a linha de afloramento (engastamento), verificando se há exposição de ferragens, fraturas, fendas e trincas;  Em postes de seção circular, verificar a existência de insetos no interior do mesmo;  Certificar-se do engastamento através da medição da distância entre a identificação conhecida do poste e o solo;  Em caso de danos que comprometam as características físicas do poste, não submetê-lo a esforço mecânico e não escalá–lo. Notas: Sempre verificar o poste a jusante e a montante da estrutura onde está sendo realizado o trabalho, pois a oscilação dos cabos do poste em serviço pode ocasionar danos aos postes adjacentes, que caindo pode derrubar o poste que está sendo trabalhado. - Constatada anormalidade no poste, comunicar a empresa responsável. Inspeção visual em isoladores  Observar isoladores com trincas, lascas, quebrados, chamuscados, com pinos tortos ou oxidados, poluídos, desenroscados ou com amarrações frouxas. Nota: - Constatada anormalidade nos isoladores, comunicar a empresa responsável.   Inspeção visual de chave a óleo, religadores, seccionalizadores, reguladores, transformadores e capacitores  Verificar sua posição no poste, condições da ferragem de fixação, quanto à oxidação e sua sustentação (parafusos frouxos, faltando porcas).  Verificar o distanciamento mínimo de segurança para execução da atividade. Nota: Constatada anormalidade em algum dos equipamentos, comunicar a empresa responsável.   Inspeção visual em condutores  Verificar se os cabos apresentam ruptura dos tentos;  Verificar se as emendas se encontram em boas condições. 3 Inspeção visual do distanciamento a rede de energia elétrica  Verificar a distância dos cabos da rede de energia elétrica aos equipamentos de IP.   Inspeção visual dos ramais de ligação  Verificar a distância dos ramais de ligação aos equipamentos de IP.  Verificar se os cabos apresentam sinais de ruptura.  Verificar se as emendas se encontram em boas condições.   Inspeção da derivação para rede exclusiva de iluminação Deverão ser adotados os mesmos procedimentos de inspeção de redes aéreas, junto ao poste da derivação para a rede subterrânea.   Inspeção do quadro de comando  Verificar as condições gerais do comando, quanto a ferrugem, conexões, infiltrações de água e fixação.   TERMOGRAFIA É a técnica de inspeção não destrutiva, realizada com a utilização de equipamentos infravermelhos (radiômetros ou termovisores), para a medição de temperaturas ou observação de padrões diferenciais de distribuição de calor, com o objetivo de propiciar informações relativas à condição operacional de um componente, equipamento ou processo. (ABNT NBR 15424:2006) Inspeção Inspeção termográfica objetivo:  identificar e registrar anomalias nos sistemas elétricos e/ou mecânicos do usuário final. Em componentes elétricos, anomalias por aquecimento são usualmente criadas por um acréscimo da resistência causada por conexões frouxas ou deterioradas, curtos-circuitos, sobrecargas, desequilíbrio ou falta de carga, componentes mal colocados ou instalados inadequadamente.  Atuar preditivamente na detecção do processo de falha em um componente através de uma anomalia térmica antes que a mesma se manifeste como interrupção de operação;  Classificar estas condições anormais de operação em termos de riscos e impactos à produção segundo sua abrangência ou criticidade;  Eliminar e/ou reduzir prejuízos provenientes de falhas inesperadas.   Equipamento utilizado: Termovisor é o equipamento destinado a detectar a radiação térmica e convertê-la em sinais eletrônicos que, devidamente processados, permitem a formação de imagens térmicas e a medição remota de temperaturas. (ABNT NBR 15424:2006)   Termogramas Termograma é a imagem obtida a partir da radiação térmica (infravermelha), naturalmente emitida pelos corpos, em função de sua temperatura. (ABNT NBR 15424:2006)             DADOS DA MEDIÇÃO LOCALIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO Data: 17/11/2009 Horário: 09:00 Ambiente 33 Umidade 74 °c % Inspetor Rogerio Costa 0,75 Local Centrar de Ar Cond. - Pcx 1,0 Área Centrar de Ar Cond. - Pcx R S T Painel Bornes do compressor 116,7 70 90 Equipamento Chiller – Pcx 1 100 100 100 Descrição Cabos de ligação 0,00 0,00 0,00 Componente Cabo/Conector emenda do cabo 100 100 100 Parte Conexões/Cabo 100 100 100 116,7 70 90 Ponto Conexão e corpo do cabo de saída do conector IMED OBS PROG Fases “ R ”   Observações e recomendações : Componente: COR - Conexões – cabo / barramento, Limpeza das superfícies, Eliminar área oxidada do cabo.             6 Classificação por ocorrência e componentes     CLASSIFICAÇÃO POR OCORRÊNCIA IMED PROG OBS 30 TOTAL 26 25   20 17 15 10 9   5 4 3 3 2 0 1 nov-09 ago-10 dez-10 jul-11     CLASSIFICAÇÃO POR COMPONENTES   MOL 33% 0% 0% 0% CN CNE E 34% FB S M OL     DOCUMENTAÇÃO DIDÁTICA ENG. ROGÉRIO M. C. COSTA

MÓDULO 8 – ATERRAMENTO DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO
Aterramento de Redes de Distribuição     Considerações gerais   O sistema de aterramento é um fator preponderante para o bom desempenho e segurança do sistema elétrico ao qual está conectado, por isso deve ter confiabilidade e qualidade compatíveis com o sistema elétrico.   Basicamente, o aterramento deve apresentar os seguintes requisitos:   a) Capacidade de condução de corrente. b) Valor de resistência invariável com as condições climátic c) Tempo de vida útil compatível com a vida do sistema a ser protegido. d) Proporcionar segurança ao pessoal e aos equipamentos aos quais foi eletricamente conectado. E) O aterramento da rede de distribuição deve estar em estrutura separada do aterramento da rede de telecomunicação.       TIPOS DE ATERRAMENTO   Aterramento do Neutro da Rede Urbana Consiste  basicamente  no  aterramento  do  neutro  da  rede  secundária  com  cabos  nus  e  do  neutro (mensageiro) da rede secundária isolada, e deve satisfazer os seguintes requisitos:   a) O aterramento do neutro da baixa tensão deve ser contínuo e efetivado ao longo da rede (multi- aterramento) a cada 150 m, com uma única haste, de maneira sólida e permanente. b) O neutro da baixa tensão deve ser sempre aterrado em todo fim de rede secundária, desde que, o condutor neutro não esteja aterrado no poste imediatamente anterior.   Nota: O neutro da rede secundária não deve ser interligado ao aterramento da cabina de edifício de uso coletivo.       Aterramento do Neutro do Transformador Urbano   O aterramento do terminal de ligação do neutro da baixa tensão do transformador deve ser conectado ao aterramento das seguintes estruturas:     ü        Ao aterramento da alta tensão   ü        Ao aterramento dos para-raios,   ü        Ao tanque do transformador,   ü        Ao estai a ele interligado,   ü        Ao mensageiro da rede compacta) Aterramento do Terminal de Ligação do Neutro do Transformador em Estrutura para Atendimento a Edifício de Uso Coletivo   a) Sem Rede Secundária:   O terminal neutro do transformador deve ser aterrado ao neutro da baixa tensão. Para isto é necessário estender o neutro da rede secundária existente até o transformador. A interligação do neutro da rede secundária ao neutro do transformador deve ser feita aérea e com cabo de alumínio nu 2 AWG CA, que deve também ser interligado ao dispositivo de aterramento do   transformador, ao mensageiro da rede compacta se for o caso e a malha de terra dos para-raios.   b) Com Rede Secundária:   O terminal neutro do transformador deve ser aterrado ao neutro da baixa tensão com cabo de alumínio nu 2 AWG CA. O dispositivo de aterramento do transformador deve ser aterrado a malha de terra dos para- raios e interligado ao neutro da rede secundária e ao mensageiro da rede compacta se for o caso.       Aterramento das Massas dos Equipamentos   O objetivo do aterramento das massas dos equipamentos é assegurar a operação rápida e efetiva dos dispositivos de proteção, na ocorrência de defeitos devido a rupturas no isolamento e, limitar a valores não perigosos as tensões de toque e de passo.   Deverão ser aterrados os para-raios, transformadores, religadores, reguladores de tensão, chaves tripolares, capacitores, blindagem de cabos isolados, mensageiros de rede compacta, caixas de controle, etc.   Os seguintes procedimentos devem ser adotados:   a) Aterrar as carcaças e/ou ferragens de todos os equipamentos. b) Executar esses aterramentos de forma a garantir as condições operacionais e de segurança independentemente de sua interligação ao condutor neutro. c) Em redes de 34,5 kV a estrutura com transformador deve ter duas descidas para terra conectadas a haste ou malha de aterramento. Para as redes de 13,8 kv / 11.4 kv a estrutura com transformador deve ter uma descida para terra conectada a haste ou malha de aterramento. d) Equipamento com  controle  incorporado  a  carcaça  do  equipamento,  (normalmente  reguladores  de tensão)  a descida do aterramento da carcaça, deve ser separada da descida do aterramento dos para-raios e interligadas na mesma malha de terra. As duas descidas devem ser interligadas na mesma malha de terra com conector cunha fio/fio.   Caso a configuração da rede seja compacta, a cordoalha do cabo mensageiro deve ser interligada à descida dos para-raios. e) Equipamento com caixa de controle separada do mesmo e em estruturas que não contemplam para- raios ( Religador em Áreas Urbana e Chave SF6), a descida do aterramento da carcaça do equipamento deve ser separada da descida da caixa de controle. As duas descidas devem ser interligadas na mesma malha de terra com conector cunha fio/fio. Caso a configuração da rede seja compacta, não aterrar a cordoalha do cabo mensageiro nesta estrutura.   f) Nas estruturas que contemplam caixa de controle, o neutro da baixa tensão não deve ser interligado ao aterramento. g) Nas saídas subterrâneas das subestações, as terminações (muflas) das estruturas de transição, fora da subestação, devem ser aterradas interligando-as a haste ou malha de aterramento. As terminações (muflas) instaladas dentro da subestação não devem ser aterrad       Aterramento do Mensageiro da Rede Compacta Protegida   O mensageiro (cordoalha de fios de aço zincado de sustentação) da rede compacta protegida, deve ser aterrado em intervalos máximos de 300 m, com uma única haste de aterramento e de maneira sólida e permanente.   O aterramento do mensageiro da rede compacta,   deve ser conectado  ao neutro da rede secundária urbana.   Também deve ser aterrado em todos os pontos onde tenha aterramento do neutro da baixa tensão.       Resistência Máxima de Aterramento Os valores máximos de resistência de terra previstos para a malha de aterramento dos equipamentos. 13,8 kV -    20 Ω 34,5 kV -    10 Ω       Aterramento de Consumidores É de fundamental importância o aterramento das instalações consumidoras, principalmente em face de segurança pessoal, razão pela qual, na ocasião da ligação de consumidores em alta ou baixa tensão deve ser feita inspeção desses aterramentos.   Consumidores Atendidos em Baixa Tensão   a) O neutro da entrada de serviço deverá ser aterrado junto à caixa de medição ou proteção geral, com condutor de aterramento dimensionado conforme sua categoria de atendimento, empregando-se no mínimo um eletrodo de aterramento. b) As  partes   metálicas   da   entrada   de   serviço   sujeitas   à   energização   acidental   deverão   ser permanentemente ligadas a terra. c) O condutor de aterramento deverá ser tão curto e retilíneo quanto possível, sem emenda e não deverá ter dispositivo que possa causar sua interrupção. d) O condutor de aterramento deverá ser protegido mecanicamente por meio de eletroduto de PVC rígido ou corrugado ou flexível. e) O eletroduto metálico de descida no poste deve ser aterrado através de condutor de cobre com seção de 16 mm2 e conector tipo condutor/barra em eletrodo de aterramento instalado na caixa de passagem da base do poste.   f) Os materiais e condutores aplicados em aterramento deverão seguir as recomendações da NBR 5410. g) A conexão do condutor com a haste de aterramento da entrada de serviço deverá ser realizada com os conectores tipo Cunha ou Asa (padrão redes de distribuição) e, especificamente no aterramento da entrada de serviço poderá ser utilizado os conectores tipo Parafuso.       Consumidores Atendidos em Alta Tensão   a) Em qualquer época do ano, a resistência de aterramento não deverá ser superior a: -      10 Ω nos atendimentos em 13,8 kV.   -      10 Ω  nos atendimentos em 34,5 kV e potência de transformação até 75 kVA.   -      5 Ω nos atendimentos em 34,5 kV e potência de transformação superior a 75 kVA.   b) A primeira haste de aterramento deverá ser instalada em caixa para inspeção, aflorada aproximadamente 10 cm para as inspeções e conexões dos equipamentos de teste.   c) Os tipos de conectores utilizados para conexões do sistema de aterramento são os do tipo Cunha e Asa (padrão redes de distribuição) e, especificamente no aterramento da entrada de serviço poderá ser utilizado os conectores tipo Parafuso. d) O condutor de aterramento deverá ser tão curto quanto possível, sem emendas, não possuir nenhuma ligação em série com partes metálicas da instalação e não possuir dispositivos que possam causar sua interrupção. e) As partes metálicas das instalações da entrada de serviço tais como: carcaças de transformadores, para- raios, equipamentos, caixas de medição, portas, janelas e suportes metálicos, deverão ser ligados diretamente ao sistema de aterramento através de condutores de cobre ou de aço cobreado. f) O condutor de aterramento, quando sujeito a eventuais contatos de pessoas, deverá ser protegido por eletroduto de PVC rígido. Caso seja utilizado eletroduto metálico, o mesmo deverá ser aterrado e fixado ao poste com fita inoxidável ou arame de aço galvanizado. g) Os para-raios da entrada de serviço situados no poste da derivação da rede de distribuição poderão ser aterrados através do condutor interno do poste, ou através de cabo instalado externament   Em qualquer das condições, o condutor de aterramento não poderá ser emendado e deverá ser conectado à haste de aterramento localizada na caixa de passagem ao pé do poste. g) Os para-raios da entrada de serviço situados no poste da derivação da rede de distribuição poderão ser aterrados através do condutor interno do poste, ou através de cabo instalado externament   Em qualquer das condições, o condutor de aterramento não poderá ser emendado e deverá ser conectado à haste de aterramento localizada na caixa de passagem ao pé do poste.       h) Nos postos de transformação, o aterramento da carcaça do transformador, dos para-raios e acessórios poderão ser conectados ao mesmo condutor de aterramento até a malha.   i) Todas as cercas sob as redes em alta tensão e em baixa tensão deverão ser seccionadas e aterrad Todas as cercas sob as redes em alta tensão e em baixa tensão deverão ser seccionadas e aterradas.       Aterramento de estais   Os problemas apresentados pelos estais consistem na possibilidade do contato simultâneo por pessoas ou animais, no estai e no solo, quando da ocorrência de contato acidental de um condutor energizado com o mesmo.   O aterramento do estai em áreas urbanas deve-se preferencialmente interligar o estai ao neutro da BT (multiaterrado).   Em caso de inexistência de BT, interligar o estai ao aterramento dos equipamentos de AT.   Em caso de inexistência de BT ou aterramento de AT, proceder a isolação do estai em locais em que o rompimento dos jampers de AT possibilite a energização do estai.   No aterramento do estai em áreas rurais não interligar o estai ao neutro da BT por questões de segurança (não é multiaterrado).   Se houver aterramento de AT, interligar o estai ao aterramento dos equipamentos de AT.       Execução da Conexão Haste/Fio   A conexão haste/fio deverá ser realizada através do conector de cobre tipo cunha ou tipo asa para aterramento,  o  qual  deverá  ser  aplicado  com  a  utilização  do  alicate  do  tipo  bomba  d’água  (alicate prendedor com articulação deslizante) Aterramento de transformador   O aterramento nos transformadores deve ser realizado com no mínimo 3 (três) hastes alinhadas, preferencialmente  pelo  lado  da  calçada  paralelo  à  rede,  afastado  1  metro  do  poste  e  com  uma profundidade mínima do cabo de interligação entre hastes de 0,5 metros.   Com o sistema de neutro multiaterrado e interligado, o condutor neutro da rede de BT deve ser interligado em todos os circuitos dos centros de distribuição dos transformadores existentes, bem como nas caixas de derivação para ligação de consumidores.   Na existência de mais de uma caixa de derivação por poste, os barramentos neutros destas caixas devem ser interligados.   Deve ser realizado aterramento no final de rede ou a cada 100 metros, com no mínimo com 1 (uma) haste, preferencialmente  pelo  lado  da  calçada  paralelo  a  rede,  afastado  1  metro  do  poste  e  com  uma profundidade mínima do cabo de interligação e haste de 0,5 metros.

MÓDULO 9 – VÃOS DE CABOS DE REDES DE DISTRIBUIÇÃO

MÓDULO 10 – CONEXÕES ELÉTRICAS

MÓDULO 11 – REDE DAT
1- CONSIDERAÇÕES GERAIS   A topologia da Rede DAT usada pela concessionária  ENEL, se caracteriza pela instalação da rede de baixa tensão (BT) no mesmo nível da cruzeta da rede de média tensão (MT), ou seja, na extremidade da cruzeta de sustentação da mesma, respeitando, entretanto, os afastamentos mínimos estabelecidos pela norma NBR 5434 da ABNT .   Para obter os afastamentos mínimos entre a rede de MT e BT, exigidos pela norma NBR 5434 da ABNT, são utilizadas cruzetas de 2,40 metros de comprimento.                                                                                                             2                                       Os afastamentos específicos  em   REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA COMPACTA Notas: ü         Se  os  afastamentos    verticais  das  figuras    2    e    3    não  puderem  ser  mantidos,  exigem-se  os afastamentos horizontais da figura 5.   ü         Se o afastamento vertical entre os condutores e as sacadas , terraços  ou janelas  for igual ou maior do que as dimensões das figuras 2 e 3 , não se exige o afastamento horizontal da borda da sacada, terraço ou janela da figura 5, porém o afastamento da figura 4  deve ser mantido.         3 AFASTAMENTOS MÍNIMOS                                                             2- Se o afastamento verticais entre os condutores e as escadas exceder as dimensões das fig. 1 e 2 , não se exige o afastamento horizontal da borda da escada, fig 4 e 5, porem o afastamento da fig 3 deve ser mantido   3- Se  não for possivel manter os afastamentos especificados neste desenho, todos os condutores cuja tensão exceda a 300 V, fase terra, deverão ser protegidos de modo a evitar contato acidental por pessoas em janelas, sacadas, telhados ou cimalhas 4 Valores de cota máxima                                                                                                                       5 AFASTAMENTOS MÍNIMOS                                                                                                                       6 DESENHO 04 AFASTAMENTOS POSTE DE 11 METROS                                 2560                       660     400 100 500   100       5600   5000                             7 estrutura convencional de rede  primária                                                                                                                                   8 REDE DE MÉDIA TENSÃO – MT     Considerações Gerais O vão máximo para a rede de média tensão é de 72 metros, e o vão máximo para as redes mistas ( de média e de baixa tensão no mesmo poste ) é de 36 metros.       BITOLAS PADRONIZADAS C A B O S  N U S   Alumínio – CA   Cobre   Ampacidade   mm²   mm²   (A) 33,68 (2 AWG) ----- 180 53,48 (1/0 AWG) ----- 242 170,58 (336,4 MCM) ----- 514 241,55 (477MCM) ----- 615 ----- 25 190 ----- 35 240 ----- 70 366     Em Rede DAT não se utiliza estrutura tipo N, muito usadas em redes convencionais.   Para as estruturas tipo M3T, M4T, B3T, B4T, B3TE E B4TE, não deve ser instalado transformador, pois não se obtém o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT.   Em casos especiais de aproximação da rede em relação a edificações, deverão ser utilizadas estruturas tipo B1TE, B2TE, B3TE e B4TE.                               9   Estruturas Padronizadas: M1T - Desenho 05 DESENHO 05 ESTRUTURA M1T   ü        Estrutura utilizada em tangente ou  em ângulo de acordo  com o tipo de condutor empregado. Quando utilizada em ângulo à instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente.   ü         Quando utilizada em estrutura sem transformador,  o pino do isolador da fase do lado da rua deverá ser instalado no 5º furo, ou seja, 700mm da fase central de forma a aumentar o afastamento mínimo entre fases no meio do vão.   ü         A estrutura M1T , quando utilizada para instalação de transformador, o pino do isolador da fase do lado da rua deverá ser instalado no 4º furo, ou seja, 450mm da fase central, para que se mantenha afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. 10   ü        Quando utilizada em final de linha, deverá ser previsto o estaiamento da cruzeta. DESENHO 06 ESTRUTURA M2T                                                                                               M2T - Desenho 06   ü        Estrutura utilizada em ângulo de acordo com o tipo de condutor empregado. ü        Quando utilizada em ângulo à instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente. ü        Quando utilizada em estrutura sem transformador ,   o pino do isolador da fase do lado da rua deverá ser instalado no 5º furo, ou seja, 700mm da fase central de forma a aumentar afastamento mínimo entre fases no meio do vão. ü        Quando utilizada para instalação de transformador, o isolador de pino da fase do lado da rua deverá ser instalado no 4º furo, ou seja, 50mm da fase central, para manter afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. 11 ü        Quando utilizada em final de linha, deverá ser previsto o estaiamento da cruzeta. DESENHO 07 ESTRUTURA M3T           M3T - Desenho 07   ü        Estrutura utilizada sempre em final de linha, devendo ser previsto o estaiamento da cruzeta.   Não se instala transformador pois não se obtém o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa.   12 DESENHO 08 ESTRUTURA M3T – M3T                                                                                                               M3T-M3T - Desenho 08   ü        Estrutura utilizada em ângulo de deflexão da rede superior à 60°.   ü         Esta estrutura também é utilizada em derivação de rede de média tensão nos casos em que a principal está em fim de linha. Neste caso deve ser usado o estaiamento de cruzeta a cruzeta, com cordoalha de aço zincado de 7,9mm.                                                                                                     13 DESENHO 09 ESTRUTURA M4T                                                                                                               M4T - Desenho 09   ü        Estrutura utilizada em ângulo, encabeçamento e para instalação de chaves.   ü        Esta estrutura é utilizada, mesmo em tangente, quando há mudança de bitola.   ü        Não  se  utiliza  para  instalação  de  transformador  pois  não  se  obtém  o  afastamento  mín1im4 o  de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. DESENHO 10 ESTRUTURA B1T     B1T - Desenho 10   ü         Estrutura utilizada em tangente, podendo, também, ser usada em ângulo de acordo com o tipo de condutor a ser empregado.   ü        Quando utilizada em ângulo a instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente.   ü        Quando  utilizada  para  instalação  de  transformador  o  cabo  de  baixa  tensão  que  interliga  o 15 transformador à rede deverá ter uma folga, de forma a manter o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT. DESENHO 11 ESTRUTURA B2T             B2T - Desenho 11   ü        Estrutura utilizada em ângulo de acordo com o tipo de condutor empregado.   ü        Quando utilizada em ângulo, a instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente.   ü        Quando utilizada para instalação de transformador o cabo de baixa tensão que interliga o transformador à rede deverá ter uma folga, de forma a manter o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT.                                                                                                                                     16   ü        Quando utilizada em final de linha, deverá ser previsto o estaiamento das cruzetas. DESENHO 12 ESTRUTURA B3T         B3T - Desenho 12   ü        Estrutura utilizada sempre em final de linha, devendo ser previsto o estaiamento das cruzetas.   Não se utiliza para instalação de transformador pois não se obtém o afastamento mínimo de 800m1m7 entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. DESENHO 13 ESTRUTURA B4T         B4T - Desenho 13   ü        Estrutura utilizada em ângulo, encabeçamento e para instalação de chaves.   ü        Esta estrutura é utilizada, mesmo em tangente, quando há mudança de bitola. 18 ü        Não se utiliza em instalação de transformador pois não se obtém o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa DESENHO 14 ESTRUTURA B1TE                                                                                                     B1TE - Desenho 14   ü         Estrutura utilizada em tangente, podendo, também, ser usada em ângulo de acordo com o tipo de condutor empregado.   ü        Quando utilizada em ângulo a instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente.   ü         Quando  utilizada  para  instalação  de  transformador  o  cabo  de  baixa  tensão  que  interliga  o transformador à rede deverá ter uma folga, de forma a manter o afastamento mínimo de 18900mm entre a MT e a BT. DESENHO 15 ESTRUTURA B2TE             B2TE - Desenho 15   ü        Estrutura utilizada em ângulo de acordo com o tipo de condutor empregado.   ü        Quando utilizada em ângulo, a instalação do condutor no isolador deverá ser feita lateralmente.   ü         Quando utilizada para instalação de transformador o cabo de baixa tensão que interliga o transformador à rede deverá ter uma folga, de forma a manter o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT. 20 ü        Quando utilizada em final de linha, deverá ser previsto o estaiamento das cruzetas. DESENHO 16 ESTRUTURA B3TE                                                                                                                   B3TE - Desenho 16   ü        Estrutura utilizada sempre em final de linha, devendo ser previsto o estaiamento das cruzetas.     ü         Não  se  utiliza para  instalação  de  transformador  pois não  se  obtém  o  afastamento  mí 21     de nimo 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. DESENHO 17 ESTRUTURA B4TE           B4TE - Desenho 17   ü        Estrutura utilizada em ângulo, encabeçamento e para instalação de chaves.   ü        Esta estrutura é utilizada mesmo em tangente, quando há mudança de bitola.   ü        Não  se  utiliza  para  instalação  de  transformador  pois  não  se  obtém  o  afastamento  mín2im2 o  de 800mm entre a MT e a BT que passa pela mão francesa. Estruturas para instalação de Equipamentos de Manobra   Chave Fusível: ü        Ao longo do circuito principal: M4T-FU - Desenho 18 ü         Em ramais com estrutura N3: M4T-N3 FU - Desenho 19   Chave Seccionadora Montagem Horizontal: ü         M4T-FA-HOR – Desenho 20   Chave Seccionadora Montagem Inclinada: ü        M4T-FA-INC – Desenho 21                                                                                                       23 DESENHO 18 ESTRUTURA PARA INSTALAÇÃO DE CHAVE FUSÍVEL – TRONCO - M4T- FU                                                                                                                             24 DESENHO 19 ESTRUTURA PARA INSTALAÇÃO DE CHAVE FUSÍVEL EM RAMAL M4T- N3 - FU     25 DESENHO 20 ESTRUTURA PARA INSTALAÇÃO DE CHAVE SECCIONADORA – MONTAGEM HORIZONTAL M4T - FA - HOR                                                                                                                         26 DESENHO 21 ESTRUTURA PARA INSTALAÇÃO DE CHAVE SECCIONADORA MONTAGEM INCLINADA M4T – FA - INC                                                                                                                         27 ESTRUTURAS PARA REDE COMPACTA EM POSTE DE REDE DAT   Para as redes de MT em rede compacta, instaladas em postes com rede DAT, deverão ser seguidas as seguintes orientações:   Será instalada segundo configuração existente, utilizando-se cruzeta de 2 metros e mão francesa perfilada (código SAP 6776882).   A cinta instalada na altura da sela da cruzeta da rede DAT deverá estar 800 mm abaixo da cinta inferior utilizada para a estrutura de MT.       ESTRUTURAS DE MÉDIA TENSÃO EM REDE COMPACTA:   Deverão ser utilizadas as seguintes estruturas, conforme definido no Padrão de Redes Aéreas de Média Tensão em Cabos Protegidos – Rede Compacta:   CE1, CE1A   CE2: Nestes casos, visando minimizar o afastamento entre as redes de MT e de BT, deverá ser utilizado o Suporte Horizontal (código SAP 3300610) para instalação dessas estruturas.   Estruturas: CE3 e CE4:   Nos circuitos de M.T. com cabos protegidos, os transformadores, pára-raios e conectores estribos, devem possuir protetores e o cabo de interligação da rede de MT/Pára-Raios/Chave fusível/Transformador será o cabo coberto de 16mm² - 15 KV (código 6773884).       REDE DE BAIXA TENSÃO – BT   ü        O vão máximo para rede de baixa tensão é de 36 metros.   ü        Onde existir rede de baixa tensão, deverá ser instalada rede de média tensão.   Nos postes onde houver a necessidade apenas de interligação da rede de MT, não deverá ser instalada baixa tensão havendo apenas a interligação do neutro.   Nos  casos  em  que  for  necessário  somente  o  seguimento  da  rede  de  baixa  tensão,  esta  deverá obrigatoriamente ser acompanhada de uma fase da rede de média tensão, com afastamento mínimo de 800mm da baixa tensão para “blindagem” da mesma.                   28 Condutores   ü         Os cabos utilizados na baixa tensão da Rede DAT são os do tipo concêntrico e pré-reunido de alumínio e de cobre.   ü         As bitolas destes serão definidas em função da capacidade do transformador instalado.   Os cabos pré-reunidos de cobre somente deverão ser projetados em áreas sujeitas à ação de poluentes atmosféricos, tais como em áreas próximas à orla marítima com alto grau de salinidade, etc.. Para substituição do cabo pré-reunido de Alumínio com bitola 3X35+1X35 mm², deverão ser de Cobre com bitola 3X35+1x35 mm².                                                                                                         29                                                                                                                         30 Estruturas de Baixa Tensão Padronizadas   As montagens das estruturas utilizadas para a BT de rede DAT estão representadas no Desenho 27.   Elas serão normalmente instaladas na extremidade inferior ou lateral da cruzeta da rede de MT.   Sua escolha está relacionada às seguintes condições:       DESENHO 22  - ESTRUTURAS DE BAIXA TENSÃO       ESTRUTURA 2S1-D1: A estrutura S1-D1 é utilizada para encabeçamento de rede secundária ou na mudança de bitola. A outra estrutura S1 é utilizada para fixação do ramal de ligação do consumidor.   ESTRUTURA 2S1: É utilizada em final de linha da rede secundária, sendo uma estrutura S1 utilizada para fixação do ramal de ligação do consumidor.   ESTRUTURA S1-D1: É utilizada para encabeçamento de rede secundária ou na mudança de bitola.   ESTRUTURA S1:                                                                                                                                                      31 É utilizada para final de linha da rede secundária. TRANSFORMADORES   Os transformadores a serem utilizados serão os bifásicos de 5 até 25 kVA, e os trifásicos de 15 e 30 kVA.   Transformadores de maior potência somente serão instalados em casos especiais, como a existência de um único consumidor com demanda acima de 30 KVA.   Os transformadores deverão ser instalados com chave corta circuito base tipo C, (100 A), com respectivos elos fusíveis, pára-raios, medidor, disjuntor para proteção de BT e aterramento.           A seqüência de interligação do transformador à rede de baixa tensão é :   Para rede secundária com cabo concêntrico:       TRAFO                   MEDIDOR                 DISJUNTOR               CX DE DERIVAÇÃO                 REDE         Para rede secundária com cabo pré reunido:         TRAFO                   MEDIDOR                 DISJUNTOR               REDE             CAIXA DE DERIVAÇÃO                                                     32 DESENHO 23 INSTALAÇÃO DE TRASFORMADOR BIFÁSICO - M1T - TR - BI                                                                                                                             33 DESENHO 24 INSTALAÇÃO DE TRASFORMADOR TRIFÁSICO - M1T - TR - TRI                                                                                                                             34 O cabo pré-reunido utilizado para interligação do secundário do transformador à rede de BT deve ser protegido contra furto de energia, com fita de auto fusão coberta de fita isolante, desde os conectores da baixa tensão do transformador, passando pela medição, proteção, até a altura da cinta que fixa a mão francesa da estrutura primária.   Quando a interligação citada acima for feita com cabo concêntrico somente os conectores da baixa tensão do transformador devem ser protegidos.   Quando o transformador for instalado em estrutura do tipo M1T e M2T, o isolador de pino da fase do lado da rua deverá ser instalado no 4º furo da cruzeta, ou seja, 450mm da fase central, para que se obtenha o afastamento mínimo de 800mm entre a fase do lado da rua e o condutor de BT que passa pela mão francesa.   Quando o transformador for instalado em estrutura do tipo B1T, B2T, B1TE e B2TE o cabo que interliga o secundário do transformador à rede de BT, deverá ter uma folga de forma a sempre manter o afastamento mínimo de 800mm entre a MT e a BT.                                                                                           35 DESENHO 27 DETALHE DO AFASTAMENTO DO CABO DE B.T. EM RELAÇÃO A M.T. EM ESTRUTURAS TIPO B (NORMAL E ESPECIAL)                                                                                                                         36 Em estrutura de média tensão com isolador de disco não se instala transformador, pois não se obtém o afastamento mínimo de 800mm especificado por norma, entre a MT e a BT que passa pela mão francesa.   O cabo de interligação, após sair da caixa de proteção, deve subir pela mão francesa que está fixada no lado que tem somente uma chave fusível instalada.   O dimensionamento do poste, do aterramento, e suas conexões deverão seguir os procedimentos definidos nas Instruções Técnicas da concessionária       ESTAIAMENTO   Os postes são submetidos a esforços mecânicos provocados pelo tracionamento dos condutores, pela ação dos ventos nas estruturas e nos condutores, e pelo peso próprio e dos equipamentos nele instalados.   O estai deve ser usado, quando os esforços atuantes sobre a estrutura ultrapassam a resistência mecânica do poste ou pelo solo.   Devem ser fixados na cruzeta, fazendo normalmente um ângulo de 45° com o poste.       Estruturas de Estaiamento   ü         Estai de Cruzeta a Poste ou a Contra Poste – se aplica para absorver esforços da rede de média e baixa tensão.   ü         É usado normalmente em fins de linha, utilizando como contraposte um poste de 9 metros de madeira ou concreto.   ü        Estai de Cruzeta a Cruzeta, é usado normalmente nos finais de linha de baixa tensão, onde o próprio cabo de interligação do neutro servirá de estai, conforme desenho 28.                                               37 DESENHO 29 ESTAI DE CRUZETA A CONTRA POSTE                                                                                                                                 38 DESENHO 28 ESTAI DE CRUZETA           ~Dt  ~£ HtlllA  l!hSAO           I .l'.•IROC   [SUI     ..--RAHAL DO CUE~"[                   OMA. 00CLlN11 CASO PR(-RC''  1)()...1                       A"RAC~DC •A){ ~r_a;~ (OhDUT(m"'!I R!, '«>C OE Cosaf16•1 CAIXA OE otR1~A(.iO                                                                                   39 TABELA DE CABO USADO BNO ESTAIAMENTO     CONDUTOR UTILIZADO NA REDE DE BAIXA TENSÃO   CABO UTILIZADO PARA INTERLIGAÇÃO E ESTAIAMENTO   REDE CONCÊNTRICA OU PRÉ- REUNIDO     ÁREAS NORMAIS   ÁREAS  COM SALINIDADE   Cabo concêntrico 2x10+10mm²   CAA 25 mm²(4 AWG)   Cu 16 mm²   Cabo concêntrico 3x10+10mm²   CAA 25 mm²(4 AWG)   Cu 16 mm²   Pré-reunido Al 3x35+35 mm²   CAA 25 mm²(4 AWG)   NÃO APLICÁVEIS       ATERRAMENTO A Rede DAT deverá ser aterrada nas seguintes condições:   ü        O condutor neutro devrá ser aterrado,   a cada 100 metros no mínimo de Cobre nu 16 mm², com haste galvanizada   ü         Estrutura fim de linha de média tensão ou baixa tensão,   deverá ser aterrada com condutor de Cobre nu 16 mm² com haste galvanizada   ü         Pára-raios  com  respectivas  ferragens,  ferragens  de  chave  fusível,  carcaça  de  transformador, religador, estrutura de banco capacitor, etc , deverão ser aterradas  com  condutor  de cobre nu 35 mm², com haste cobreada   ü         O barramento de neutro da caixa de derivação é interligado a rede através do cabo pré-reunido de cobre de 16mm² que alimenta a caixa.   ü         Aterrar o suporte da caixa de derivação   ao neutro do barramento da caixa de derivação que é conectado ao neutro da rede secundária, para que fiquem o suporte e a caixa no mesmo potencial.   ü        Demais situações deverão ser consultadas o Padrão de Estruturas de Linhas e Redes – Parte 1 – Seção 1- C – Aterramento.             40 DESENHO 30 ATERRAMENTO DE FINAL DE REDE DE BAIXA TENSÃO                                                                                                                                 41 ILUMINAÇÃO PÚBLICA   Com a elevação da rede de BT em relação ao solo, tornou-se necessário, também, a elevação da rede de Iluminação Pública em função do tipo da luminária empregada, a saber:   Luminária com relé e reator incorporados O ramal de ligação sairá da caixa de derivação diretamente para a luminária, entrando em um furo de 16mm de diâmetro feito na parte inferior do braço a 5 cm do pescoço da luminária.   O ramal de ligação será fixado com abraçadeira de nylon junto à roldana na saída da caixa de derivação e junto do braço da luminária.       Luminária sem relé e reator incorporado   Neste caso o relé e o reator ficarão instalados num suporte fixado no braço junto ao pescoço de luminária.   ü         O ramal de ligação sairá da caixa de derivação e se conectará a fiação da base do relé e do reator, e após, entrará no furo de 16mm de diâmetro feito na parte inferior do braço a 5 cm do pescoço da luminária.   ü        A fiação exposta da base do relé e do reator e a emenda com o ramal de ligação deverá ser “enfitada” com fita isolante.   ü         O ramal de ligação será fixado com abraçadeira de nylon, junto à roldana na saída da caixa de derivação e no suporte do relé e reator.   ü         O furo feito no braço da luminária deverá receber tratamento contra corrosão com galvanização a frio.                                                     42                                                               43 ü         O ramal de ligação que sai direto (verticalmente) da caixa de derivação para a luminária, será em cabo concêntrico tripolar de 1,5mm².   ü         Não devem ser utilizados braços de 1 metro para luminária aberta em rede DAT, face à proximidade deste com o poste.   ü         Onde existirem esses tipos de braço instalados, e a rede existente for substituída por rede DAT, os mesmos deverão ser substituídos por outros com comprimento maior.     CONEXÃO DE CONSUMIDOR Caixa de Derivação A  conexão  do  ramal  de  ligação  do  consumidor  será  feita  a  partir  da  caixa  de  derivação  situada  na extremidade da cruzeta, junto da rede de BT.   Em rede de BT com cabo pré-reunido a interligação da caixa de derivação a rede será feita com cabo pré- reunido de cobre de 16mm² e conector perfurante.       Para rede de BT com cabo concêntrico a interligação será feita com a conexão da BT diretamente no barramento da caixa.   ü        A caixa de derivação utilizada na Rede DAT é a do padrão DED-1905, com barramento trifásico (padrão DED- 1842) ou bifásico (padrão DED- 1841), conforme o número de fases da rede de BT.   ü        Sua fixação é na parte superior da cruzeta, através do suporte para fixação de caixa de derivação (padrão DQN- 2122) .   ü         O barramento da caixa de derivação tem capacidade de corrente de 90 A e disponibilidade física para ligação de no máximo 12 consumidores monofásicos ou 6 bifásicos ou 3 trifásicos ou, ainda, a combinação destas desde que a demanda não ultrapasse 90 A e/ou o número máximo de 12 ligações.   ü         Havendo necessidade de instalação de mais de uma caixa no mesmo poste, esta deverá ser fixada na parte inferior da cruzeta no sentido oposto ao da primeira caixa, utilizando-se mais um suporte de fixação.   ü         Quando em estrutura com transformador não se conseguir atender consumidor localizado na parte posterior do transformador, devido à proximidade do ramal de ligação com a MT, pode-se instalar a caixa de derivação no vão do secundário. Neste caso, deve ser utilizado o suporte para fixação de caixa de derivação em vão secundário (padrão DQN- 2131).   ü         Em casos especiais onde esta instalação não atenda o consumidor, o mesmo deverá ser atendido pelo poste adjacente.   ü         Em substituição a caixa de derivação citada acima foi padronizada, em caráter experimental, a caixa de derivação para seccionador de BT (padrão DQN- 2129).                                                             44 ü         Esta caixa é fixada no cabo da rede de BT e utiliza seccionador individual por consumidor e o ramal de ligação é de cabo concêntrico com fio piloto que aciona o seccionador abrindo o circuito que alimenta o consumidor, em caso de tentativa de furto através de intervenção no cabo ou de abertura da caixa do medidor.   ü         O  controle  do  acesso  a  cada  caixa  de  derivação  é  feito  através  da  aplicação  de  parafuso  de segurança, selo plástico numerado e abraçadeira de nylon de 760mm de comprimento para cintar a caixa.   ü        De  acordo  com  os  critérios  de  segurança  do  trabalho  previstos  na  NR-10,  não  é  permitida  a utilização de fita de aço, para cintamento de caixa de derivação.       Ramal de Ligação   ü        O ramal de ligação deve ser dimensionado de acordo com o Padrão de Consumidor Individual ou Agrupado.   ü         O ramal de ligação interliga o barramento da caixa de derivação aos bornes de entrada do medidor, sem emendas, sendo fixado na estrutura de BT existente na extremidade da cruzeta e no poste do consumidor, através de alça preformada.   ü         Quando da utilização da caixa de derivação com seccionador, deverá ser utilizado o ramal de ligação em cabo concêntrico bipolar  com  fio  piloto e ser instalado o interruptor micro switch no interior da caixa do medidor.   ü         Visando manter a caixa de medidor na posição vertical, minimizando o risco da mesma ser inclinada, o ramal de ligação sempre deverá entrar nesta caixa pela sua parte superior, inclusive nos casos onde não forem instalados micro switch.   Identificação do Consumidor   ü         A  identificação  do  consumidor  na  caixa  de  derivação  e  na  caixa  do  medidor  será  feita  com  o identificador de ramal de ligação de consumidor (Desenho DQN 2142).   ü         O  consumidor  será  identificado  por  números  seqüenciais  de  até  12  (número  máximo   de consumidores por caixa).   ü         No caso de postes com 2 caixas de derivação a caixa superior terá numeração de 1 a 12 e a caixa inferior de 13 a 24. Não deve ser utilizado número de uma faixa de numeração em outra caixa para evitar que se abra mais de uma caixa desnecessariamente.   ü        Cada consumidor receberá um número independente do tipo de ligação e número de fases. O neutro não será identificado.   ü         A identificação  do  consumidor na caixa do medidor deverá ter o número  visível externamente através do visor da tampa da caixa e ser a mesma numeração atribuída ao consumidor na caixa de derivação. Da mesma forma que na caixa de derivação, na caixa do medidor somente a fa4s5e será identificada com um mesmo número, independente do número de fases. CONEXÃO DA CAIXA DE DERIVAÇÃO EM REDE COM CABO CONCÊNTRICO                                                                                                                                 46 CONEXÃO DA CAIXA DE DERIVAÇÃO EM REDE COM CABO PRÉ- REUNIDO               C x 1   C x 2                                                 47 DETALHES DA CONEXÃO DO BARRAMENTO BIFÁSICO EM REDE COM CABO CONCÊNTRICO                                                                         Ramal do cliente          Ramal do cliente           Notas:   1. De forma a não congestionar os bornes das réguas de fase e de neutro, recomenda-se a conexão de apenas um cliente por borne. Quando  não possivel, deve-se  manter o equilíbrio de fase, ou seja, o mesmo número de clientes por borne da régua da fase. 2. Nos serviços de corte e ligação no mesmo conector da régua de fase e neutro que já existir cliente, deverão ser precedidos da desenergização do cliente, pelo disjuntor 3. Este tipo de caixa de derivação, também pode ser instalado no vão, desde que seja usado o suporte apropriado.     48 DETALHES DA CONEXÃO DO BARRAMENTO TRIFÁSICO EM REDE COM CABO CONCÊNTRICO                                                                                                                                 49 DETALHES DA CONEXÃO DO BARRAMENTO BIFÁSICO EM REDE COM CABO PRÉ- REUNIDO                                             50 Medição Eletrônica de Eletricidade: Iniciativas e Tendências   Automated Metering Reading (AMR): sistema em que o medidor digital possui a capacidade de medição e registro dos consumos, além de comunicação remota (unidirecional) com o sistema de telemedição. Esse conceito foi lançado na década de 80 com foco em aperfeiçoar o processo de geração de fatura e economia de custos com os leituristas.                 Caixa de  medição  de consumidores  instalada  na Rede DAT                       51                                                                       52                                       Preparação do Cabo Concêntrico               1- Remover 20 cm da cobertura do cabo utilizando necessariamente a ferramenta “descascador de cabos”;                                   2- Isolar o 1º fio piloto com tubo siliconado branco e remover a cinta de alumínio existente sob o mesmo;           53   3- Sobre a cinta poliéster e sobre a cobertura de XLPE, passe 2 voltas de fita isolante;                                               4- Remover o que sobrou da cinta de poliéster, além da fita isolante, ficando acessível o 2º fio piloto;                               5- Isolar o 2º fio piloto com tubo siliconado vermelho e remover a cinta de alumínio existente sob o fio piloto e passar 2 voltas de fita isolante sobre a cinta de poliéster.                                 54 6- Remover o que sobrou da cinta de poliéster, ficando acessível o condutor neutro, devendo o mesmo ser encordoado manualmente até formar um cabo;             7- Remover a isolação do condutor fase no comprimento suficiente para conectá-lo ao seccionador;                                                 55 Habilitação dos Profissionais     ü         Como  a  maioria  das  intervenções  na  BT  na  REDE  DAT  são  feitas  com  a  MT  ligada,  surge  a necessidade de habilitar os eletricistas que atuarão neste padrão de rede, onde deverão ter alguns requisitos, como:   ü         Operar cesto aéreo,   ü         Posicionar-se no mesmo nível da rede de MT energizada mantendo-se na zona controlada sem entrar na zona de risco.   ü         Ser um grande observador, habilitado a avaliar as condições da estrutura quanto a conservação e fixação dos condutores de MT.   ü        Atenção senhores eletricista de BT:   ü         Estes  eletricistas  não  estarão  habilitados  nem  autorizados  a  tocar  ou  fazer  qualquer  tipo  de intervenção na MT energizada, que não seja operar equipamentos.   ü        A intervenção na MT energizada, continua a ser uma atribuição das equipes de Linha Viva.       Planejamento das atividades   Qualquer serviço deverá ser precedido de planejamento das atividades, onde serão estabelecidas cada fase das atividades a desenvolver, passo a passo. Deverão ser seguidos os seguintes procedimentos básicos:   Inspeção visual das instalações:   Qualquer serviço deverá ser precedido de rigorosa inspeção visual de todos os materiais componentes da instalação, visando confirmar a integridade física de todos os materiais, bem como as boas condições das montagens originais destes.   Constatada qualquer irregularidade que comprometa a segurança na realização dos serviços, tais como:   ü        postes com deterioração de sua faixa da linha de afloramento   ü        cruzetas com marcas de fungos ou podridão   ü         condutores desgastados ou com amarrações frouxas, isoladores quebrados ou fora de posição e ferragens  com  deterioração  ou  amassadas,  o  serviço  não  poderá  ser  iniciado,  e  o  Órgão responsável pela manutenção do sistema deverá ser acionado visando a adequação das anormalidades.   ü         Para os casos específicos de emergência será dada atenção especial, atentando para sempre serem mantidas as condições de segurança dos eletricistas, transeuntes e instalações.                        56 ü         Após confirmação das boas condições físicas dos materiais e instalações, deverá ser providenciada a demarcação e sinalização da área de trabalho, e posicionamento da viatura com cesto aéreo.   ü         A responsabilidades pelos serviços e definição da área demarcada e sinalização desta conforme orientações detalhadas no Desenho 49 deste Padrão.         Ferramentas e Equipamentos para a Operação Adequada de Chave Fusível e Seccionadora Monopolar     Para a operação destes equipamentos, em seus diversos tipos de utilização, deverão ser seguidos os seguintes procedimentos:     1. Somente devem ser operadas com a utilização de interruptor portátil (Load Buster). Na  indisponibilidade  do  interruptor  portátil,  somente  poderá  ser  utilizada  a  vara  de manobra para esta operação após a certeza de terem sido abertas todas as chaves de proteção de ramais e transformadores alimentados através destes equipamentos     2-  Em qualquer situação deverão ser utilizados todos os EPI’s e EPC’s recomendados para os serviços.     3-   Para manuseio dos bastões do interruptor portátil (Load Buster) ou vara de manobra, recomenda-se segurá-los o mais firmemente possível, sem permitir o contato dos mesmos no corpo do operador.       Restabelecimento de Postos de Transformação e Ramais Primários     1- Qualquer manobra a ser executada deve ser precedida de minuciosa análise, e deve ser autorizada pelo Centro de Operação da Distribuição – COD.     2-  No local onde está instalado o posto de transformação ou chave fusível de proteção de ramal, o responsável pelos  serviços deve  planejar  as atividades a desenvolver, considerando os aspectos de segurança dos profissionais envolvidos, de terceiros e das instalações.     3- Antes de iniciar os serviços de inspeção detalhada e / ou correção da falha, devem ser executados:     ü       Sinalização. ü       Teste de ausência de tensão.                                                                                          57 ü       Aterramento das instalações a serem reparadas. Procedimentos para Substituição de Elo Fusível em ramais primários:     1- Abrir as chaves fusíveis que continuam fechadas, conforme definido no item 15.4 deste Padrão.   2- Retirar o(s) cartucho(s) com o(s) elo(s) fusível(is) queimado(s).   3- Substituir o(s) elo(s) fusível(is) queimado(s), observando o valor da capacidade instalada ou informada pelo COD.   4- Instalar o(s) elo(s) fusível(is) novos no lugar daquele(s) queimado(s).   5- Manter a(s) chave(s) fusível(is) aberta(s).   6- Inspecionar visualmente o ramal primário, buscando localizar o ponto de defeito.   7- Testar e aterrar a rede antes de iniciar os serviços de reparo.   8- Após serem concluídos os serviços de reparo, retirar os conjuntos de aterramentos e fechar as chaves fusíveis do ramal conforme procedimento estabelecido.   NOTA: Caso ocorra novamente a queima de algum elo fusível, comunicar a ocorrência ao COD e repetir o processo em busca de novo ponto de defeito.       Procedimentos para Substituição de Elo Fusível em postos de transformação:   ü Inspecionar visualmente o circuito secundário e posto de transformação, buscando localizar o ponto de defeito.   Se o defeito for encontrado, proceder:   Informar o fato ao COD. Abrir as chaves fusíveis, as que continuam fechadas. Abrir os GLV’s. 4. Retirar o(s) cartucho(s) com o(s) elo(s) fusível(is) queimado(s).   5- Substituir o(s) elo(s) fusível(is) queimado(s), observando o valor da capacidade instalada ou informada pelo COD.   6- Recolocar os cartuchos.   7- Abrir o disjuntor de BT caso ainda esteja fechado, mantendo as chaves fusíveis abertas.   9- Testar e aterrar a rede antes de iniciar os serviços.                                                                                    58 Resolvido o problema ou fazer nova tentativa de normalização   10- Fechar o disjuntor de BT.   11- Fechar os GLV’s.   12- Fechar as chaves fusíveis   13. Informar o fato ao COD.   Se o defeito não for encontrado: ( abrir novamente o fusível )   1- Abrir as chaves fusíveis que continuam fechadas,   2- Abrir GLV’s.   3- Retirar os cartuchos com os elos fusíveis queimados.   4- Substituir os elos fusíveis queimados, observando o valor da capacidade instalada ou informada pelo COD.   5. Recolocar os cartuchos. 6. Fechar disjuntor de proteção da BT. 7. Fechar os GLV’ 8. Fechar as chaves fusíveis.       NOTA: Quando no fechamento das chaves fusíveis ocorrer nova queima de elos fusíveis, seguir os seguintes passos:     1- Abrir as chaves fusíveis que continuam fechadas,   2- Abrir os GLV’s.   3- Retirar os cartuchos com os elos fusíveis queimados.   4- Substituir o(s) elo(s) fusível(is) queimado(s), observando o valor da capacidade instalada ou informada   pelo COD.   5- Recolocar os cartuchos.   6- Abrir o disjuntor de BT.     59 Inspecionar  visualmente  o  circuito  secundário  e  posto  de  transformação  novamente visando encontrar novo ponto de defeito, e seguir os seguintes passos:     Se for encontrada falha após a 2ª vistoria:     Informar o fato ao COD. Manter aberta as chaves fusíveis. Testar e aterrar a rede antes de iniciar os trabalhos. Fechar o disjuntor de BT. 5. Fechar os GLV’s. Fechar as chaves fusíveis       Se persistir a falha após a 2ª vistoria:   1. Informar o fato ao COD. Substituir os elos existentes por elos de capacidade 1 H. Desconectar a rede secundária dos bornes das buchas secundárias do transformador. Fechar disjuntor de BT. Fechar os GLV’s. Fechar as chaves fusíveis NOTA: Pode-se também utilizar equipamentos de medição para localização de defeitos (Amperímetro).     Se novamente ocorrer queima de elo(s) fusível (1H):   1-   Informar o fato ao COD. 2- O COD deverá providenciar a substituição do transformador.   Se não ocorrer queima de elo(s) fusível(is) de 1H:   1- Abrir as chaves fusíveis   2. Abrir os GLV’ Substituir os elos fusíveis de 1 H pelo padrão, conforme capacidade nominal do transformador. Conectar a rede secundária nos bornes do trafo. 60 Manter aberta as chaves fusíveis. 6. Inspecionar detalhadamente a rede secundária, bem como todos os ramais de serviço, até que a falha seja encontrada. 7. Testar e aterrar a rede antes de iniciar os trabalhos. 8. Fechar os GLV’ 9. Fechar as chaves fusíveis 10. Informar o fato ao COD.         Constatada qualquer irregularidade que comprometa a segurança na realização dos serviços, tais como:   ü         postes com deterioração de sua faixa da linha de afloramento,   ü        cruzetas com marcas de fungos ou podridão,   ü        condutores desgastados ou com amarrações frouxas,   ü         isoladores quebrados ou fora de posição e ferragens com deterioração ou amassadas, Acionar o Órgão responsável pela manutenção do sistema deverá ser acionado visando a adequação das anormalidades. O serviço não poderá ser iniciado         A casos específicos de emergência será dada atenção especial, atentando para sempre serem mantidas as condições de segurança dos eletricistas, transeuntes e instalações.       NOTA: Cuidados especiais devem ser tomados visando manter a perfeita condição de conservação das cruzetas instaladas, sendo recomendado que cada área adote uma periodicidade de inspeção em campo para este fim.       Posicionamento da viatura com cesto aéreo     Observar a boa técnica de estacionamento e a área de demarcação sinalizada, a viatura com cesto aéreo deve ser posicionada de forma que:   1- acima da torre central do equipamento, não tenha nenhum obstáculo como: fios, cabos de telefone, TV a cabo e outros que possam impedir a movimentação do equipamento.   2- A área demarcada deverá ser grande o suficiente para que durante a operação do equipamento, o cotovelo do braço e o cesto aéreo não ultrapassem a área demarcada. 61 3- Um eletricista no solo deverá estar sinalizando e orientando o trânsito, Caso não seja possível manter todas as partes do equipamento dentro da área demarcada, quando em movimento.   4- A viatura deve estar numa posição que permita o acesso do cesto à estrutura, sem precisar movimentar a mesma       Intervenção nas estruturas     Para  as  intervenções  realizadas  na  rede  de  BT  de:  corte,  ligação  e  religação  de  clientes,  reparos  de emergência e manutenção preventiva na BT.   Alguns cuidados especiais, tais como instalação de aterramentos, etc., devem ser tomados quando:   a) Em estruturas expostas à poluição salina, onde pode ocorrer trilhamento pela cruzeta, de corrente de fuga dos isoladores de MT para o ponto de fixação de BT; b) Em condições de chuva onde a resistência de isolamento da cruzeta tende a ser reduzido; c) Nas estruturas que formam ângulos para dentro ou fora da via pública onde um condutor desprendido pode tocar no outro de potencial diferente.         Corte, ligação / religação de clientes de BT:   Após os procedimentos preliminares, o eletricista fará os seguintes procedimentos:   1- O  eletricista dentro do cesto fará a aproximação à rede de BT, pelo lado da via pública.   2- Inspecionará   a estrutura de BT e a caixa de derivação avaliando as condições para a conexão ou desconexão da derivação.   3- Após a inspeção  e o eletricista já tendo se certificado de que o disjuntor do cliente está desligado e consequentemente o ramal sem carga, o mesmo abre a caixa de derivação e efetua a desconexão do ramal.   4- No caso da não retirada do ramal, o mesmo deve ser isolado e sua ponta afastada da caixa de derivação, sem desprendê-lo da estrutura de BT.   5- Quando da retirada do ramal, antes de soltar a amarração da estrutura de BT, deve-se observar para que lado está o ramal, planejando sua descida do poste.               62 NOTAS:   ü O eletricista não deve subir ou descer o cesto carregando a ponta do ramal de serviço.   ü Se o ramal estiver voltado para o outro lado da via pública,   atenção para o trânsito de veículos e pedestres para que não atinjam ou sejam atingidos pelo condutor.   ü Se  o  ramal  estiver  voltado  para  o  lado  da  rede,  atenção  para  que  o  ramal  não  toque  em  outros condutores energizados, principalmente se no poste estiver instalado um transformador de distribuição ou outro equipamento de rede.   ü A descida do ramal deverá ser efetuada com a corda de serviço.       Religação ou ligação nova:   ü  Na religação, quando o ramal está preso na estrutura de BT, e certificado que o ramal está sem carga, o eletricista abrirá a caixa de derivação, avaliado as condições para receber o ramal e efetua sua conexão.   ü Nas ligações novas, quando o ramal não está fixado à estrutura. O eletricista deve observar as condições para elevar o ramal até esta considerando a travessia de via pública, ou a passagem do ramal pelo poste quando o cliente estiver do lado da calçada.   ü Na amarração do ramal à estrutura, não deve sobrar muita ponta do condutor do ramal para que não corra o risco de tocar acidentalmente nos condutores energizados de MT.   ü A sobra de condutor após a ligação deve ser a necessária para efetuar novas religações, sem fazer rodilhas no cabo quando fixá-lo à estrutura.   ü Não deve ser   utilizado protetores isolantes na MT durante a execução dos serviços pois poderia demonstrar à equipe uma falsa proteção, tirando a concentração da mesma.       Reparos de emergência na BT:   ü         Nas intervenções por emergência, a equipe após cumprir os procedimentos preliminares e observar as condições especiais, deve identificar a causa do defeito ou falha que originou o atendimento.   ü         Quando a avaria atingir também a MT, sob orientação do COD, a equipe tomará as providências necessárias para isolar o trecho de BT avariado ou desligar a MT para execução total do reparo.   Não deverá ser feita intervenção na BT com a MT ligada, onde ofereça risco de acidente.   ü         No caso em que o defeito ou falha for provocado por árvore ou objeto estranho, a equipe, com o auxílio de bastões, poderá afastar o galho ou objeto estranho da MT energizada.     ü         Quando for necessária a movimentação dos condutores de baixa tensão ou ramal de serviço para efetuar os reparos, esta deve ser feita sempre deslocando os mesmos pelo lado da via pública6.3 ü Na utilização de ferramentas como: alicate de compressão, tesourões  e outros, deve-se observar que os cabos das ferramentas fiquem sempre voltados para o lado da via pública, no sentido contrário dos condutores de MT.   Não  deve  ser  utilizado  protetores  isolantes  na  MT  durante  a  execução  dos  serviços,  pois  poderia demonstrar à equipe uma falsa proteção, tirando a concentração da mesma.         Manutenção preventiva na BT:   Nas intervenções para correção de defeitos, normalmente os serviços são programados com antecedência   Normalmente estes serviços são executados com a BT desenergizada,  com o aterramento instalado o mais próximo do serviço a ser executado.   Nos serviços onde é necessário descer os condutores de BT da estrutura, os cuidados a serem tomados são:   1. Certificar-se que todas as conexões de outros condutores, caixa de derivação ou ramais foram retiradas; 2. Verificar se existem pontas de condutores soltas que possam tocar acidentalmente na MT energizada; 3. Verificar as condições das estruturas adjacentes, se não existem riscos de acidentes na descida do condutor ou qualquer tipo de impedimento; 4. Quando os  condutores  de  BT  estiverem  em  ângulo  com  relação  à  estrutura,  usar  corda  guia  para direcionar a descida do mesmo;   5. Verificar se na retirada de um condutor, outro não  poderá tracionar a ponta da cruzeta girando  a estrutura; 6. Sinalizar o local abaixo do condutor, alertando transeuntes e viaturas que possam ser atingidas.       Algumas vezes os serviços deverão ser realizados abaixo da estrutura como:     no direcionamento de um ramal de cliente que esteja  no lado da calçada, na ligação de luminária e na interligação da rede de BT ao transformador que é fixada na mão francesa da estrutura.   Nestes casos o eletricista deve posicionar o cesto sempre por baixo da estrutura, observando a distância mínima de aproximação da MT.   ü         Quando o serviço for executado abaixo da estrutura e em poste com transformador, na   zona de risco, devem ser desligados e retirados os grampos de linha viva. 64 ü        Na  troca  de  componentes  da  baixa  tensão  na  estrutura,  os  mesmos  deverão  ser  instalados  e retirados sempre pelo lado externo da estrutura. ü        Em hipótese nenhuma o Eletricista deverá posicionar o cesto na estrutura, entre os condutores de BT ou MT quando a MT   estiver  ligada.   ü        As  conexões  e  reparos  nos  condutores,  como  nos  atendimentos  de  emergência,  deverão  ser executadas com os jumpers dos condutores deslocados para fora da estrutura.   Para outros serviços  como melhoramento na rede de BT, ampliação na rede de BT e troca dos condutores de BT, quando realizados com a BT e MT desenergizados, qualquer equipe de obra sem qualificação em trabalhos na rede DAT, poderá executar os serviços.   Na MT energizada, todos os procedimentos descritos aqui deverão ser observados, bem como a utilização dos equipamentos adequados.  

MÓDULO 12 – REDES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA COMPACTA DE 15 KV
AUTOMAÇÃO EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO UTILIZANDO SECCIONADORAS E RELIGADORES     O sistema permite a gestão com a representação dos componentes da rede de MT. Os elementos ativos da rede são todos telecomandados, geridos por UTR (Unidade Terminal Remota) e sistemas de proteção. Assim é possível identificar e isolar uma falha ou mau funcionamento no tronco do alimentador dos trechos sadios, com as configurações adequadas do sistema STM.   O modelo utilizado não altera a topologia da rede existente. Os religadores continuam sendo instalados nos troncos dos alimentadores.   As chaves automáticas são instaladas tanto no tronco como nos ramais, e podem ficar antes ou após dos religadores, pois as mesmas operam de forma autônomas.   Também estão previstos a instalação de chaves automáticas nas interligações existentes entre alimentadores para viabilizar as manobras de transferência de carga entre eles. Para esses casos, na qual as mesmas ficarão na posição “normalmente aberto” – NA, não serão instalados os sensores de corrente e de tensão, pois nesse primeiro momento as manobras de transferências de carga não se darão de forma automática, apenas pelo telecomando do operador.   Na Figura 4 é ilustrado, para exemplificação, um diagrama unifilar de um alimentador em que se indicam a instalação dos equipamentos e a construção de interligações para viabilizar as manobras.       Figura 4 – Diagrama unifilar de um dos alimentadores O sucesso de um projeto de automação com telecomando depende de uma comunicação com alta disponibilidade e confiabilidade. Uma medição pontual e instantânea não garante a permanência deste estado durante as 24 horas.   Uma falha pode ocorrer a qualquer momento e o sistema de comunicação tem que ser robusto o suficiente para permitir que, a qualquer momento, se possa receber a informação do estado do equipamento e, a partir daí, permitir o seu telecomando.   A   operação   de   automatismo   dos   equipamentos   não   necessita   de   comunicação,   pois,   uma   vez parametrizado e ajustado, o mesmo realiza suas operações independente dos pontos a montante ou a jusante. Faz-se uma análise somente se tem ou não tem tensão em seus terminais de entrada ou se passou ou não passou corrente e curto circuito por ele.   Para que o automatismo funcione, o mesmo possui sensores que fazem a leitura de corrente e tensão e, dependendo dessas grandezas, o mesmo opera ou não opera. Porém, para que se possa permitir o seu telecomando, a comunicação terá que estar presente.   Dessa forma, 3 alternativas foram estudadas para serem implantadas:   1ª opção - Comunicação via GPRS 2ª opção - Comunicação Rádio 3ª opção - Comunicação via Satélite   O critério para a escolha do tipo de comunicação é a cobertural do sinal no ponto a ser implantado o equipamento e o custo da solução de comunicação.   4 – ASPECTOS CONSTRUTIVOS   Na solução desenvolvida (grupo Enel) o ponto de automatizado consiste da instalação, no poste, de uma chave motorizada, com sensores de tensão e de corrente situados do lado da carga, e um TP para alimentação do comando. Uma unidade de processamento, chamada Relevatore di guasto (RGDAT), analisa os parâmetros analógicos colhidos da rede e os processa de acordo com a programação de automação definida e pode dar um comando de abertura, fechamento ou de permanência do seu estado em fechado ou aberto.   As chaves seccionadoras são responsáveis pela operação e isolamento dos trechos da rede sobre condições de curto circuito e/ou com correntes abaixo dos seus valores nominais. A versão motorizada da chave é alimentada pela unidade periférica na tensão de 24 Vcc. Na Figura 5 é ilustrada uma das chaves instaladas no projeto.           Figura 5 – Exemplo de instalação de chave seccionadora Instalou-se, também, um conjunto de sensores de tensão e corrente responsável por captar os sinais analógicos da rede. O RGDAT é responsável por toda a lógica que controla o comando da chave motorizada.   Na Figura 6 é ilustrada a instalação do sensor deste sistema.         Responsável pelo controle e supervisão do equipamento motorizado, a Unidade Periférica – UP (Figura 7) realiza o papel de uma unidade terminal remota – UTR e realiza a comunicação com o sistema STM.   Figura 6 – Sensor RGDAT     5 – LÓGICA OPERACIONAL Em  linhas  gerais  pode-se  apresentar  sumariamente  a  automação  da  rede  de  distribuição  em  que  se considera o cenário atual e futuro com um diagrama esquemático com 3 chaves em que no primeiro caso as mesmas não são automatizadas (Figura 8) e, no segundo caso, todas  as  chaves automatizadas (Figura 9). A letra “T” significa que a chave é automatizada e que pode também ser telecomandada   Para o correto entendimento, define-se: Defeito transitório - Aquele que se auto extingue e não provoca o desligamento permanente da rede; Defeito Permanente - Aquele que provoca o desligamento da rede de forma permanente, após todas as tentativas de religamento da mesma. Para ambos os casos, com e sem o automatismo, fica subentendido que o comando de abertura e fechamento do disjuntor é realizado por relés de sobre corrente (função 50  ou 51) e relés de religamento (função 79), respectivamente, em que o primeiro responde a uma curva tempo x corrente  e, o segundo, a tempo definido.   a) Situação Atual – sem automação Na Figura 8 é apresentado, esquematicamente, um alimentador radial, sem recurso, em que as chaves indicadas são operadas de forma manual, sem automatismo.             Figura 8 – Alimentador sem Automação       Na ocorrência de um defeito transitório após ponto A, como, por exemplo, um galho de árvore que toque a rede, uma corrente de curto circuito percorrerá todo o sistema em direção à subestação e passa por todas as chaves e provoca o desarme do disjuntor. Passada a temporização ajustada para o mesmo, uma tentativa de religamento automático é realizada e todo o sistema é restabelecido não sendo contabilizado para o DEC.   Na ocorrência de uma falha permanente após o ponto   A, novamente a corrente de curto circuito circulará por  todos os equipamentos a montante e em série com ele, sempre no sentido da fonte. Como a falha é permanente, uma tentativa de religamento automático é realizada sem sucesso. Decorridos o tempo de religamento, tentativas automáticas de religamentos são realizadas até a abertura definitiva do disjuntor e este vem a bloqueio.   Normalmente, os ajustes são realizados para 2 religamentos e 3 desligamentos. Neste momento, com o alarme acionado na tela do operador do Centro de Operação e com a informação de que o disjuntor veio a bloqueio, 2 equipes de atendimentos emergenciais são acionadas para se deslocarem uma para a primeira chave e a outra para a segunda chave a jusante do disjuntor.                     Na sequência, depois da abertura da primeira chave, um comando de fechamento do religadoré executado pelo operador .  Se houver sucesso, a equipe situada na segunda chave é orientada a proceder a sua abertura. Com a informação de que a segunda chave foi aberta, o operador comanda a abertura do religador                     Em seguida, orienta a primeira equipe a proceder ao fechamento da chave aberta por ela.         Trecho testado                 Se não ocorrer o desarme, um novo deslocamento das equipes é realizado para a chaves subsequentes e todo o processo é repetido até que se localize a falha isolando-a para o respectivo reparo.       b) Situação Proposta – Com automação   Na Figura 9 é apresentado, esquematicamente, um alimentador radial, sem recurso, na qual as chaves indicadas  são  automatizadas  e,  além  disso,  podem  ser  operadas  de  forma  remota  pelo  Centro  de Operações.                             Na ocorrência de um defeito transitório após ponto A, como, por exemplo, um galho de árvore que toca a rede, uma corrente de curto circuito percorre todo o sistema em direção à subestação, passa por todas as chaves e provoca o desarme do religador. Neste momento, todas as chaves com o telecomando permanecerão fechadas na espera do primeiro religamento do religador . Passada a temporização   ajustada para o mesmo, uma tentativa de religamento automático é realizado e todo o sistema é restabelecido não sendo contabilizado para o DEC, e, depois de transcorrido o tempo de ajuste das chaves, um reset é feito de forma automática.   Quando da ocorrência de uma falha permanente após o ponto A, novamente a corrente de curto circuito circulará por todos os equipamentos a montante e em série com ele e em direção à fonte. Neste momento, todas as chaves telecomandadas se sensibilizarão e permanecerão fechadas até o religamento do religadorr.   Transcorrido o tempo previamente ajustado, um comando de fechamento automático será dado, porém, como o defeito é permanente, nova abertura do religador será realizada. Neste momento, todas as chaves telecomandadas se abrem, sem carga e sem tensão na rede, e aguardam a energização do trecho imediatamente a montante das mesmas.   Transcorrido o tempo de religamento, um novo comando de fechamento é dado e energiza-se o primeiro trecho de rede, até a primeira chave telecomandada aberta.   Com tensão em seus terminais de entrada e transcorrido o tempo de fechamento previamente ajustado para esta chave, um comando de fechamento é realizado e energiza-se o primeiro trecho à jusante da mesma.                   Se não houver novo desarme do religador da subestação, a mesma “entende” que não há defeito ou falha à sua frente (informação que será utilizada para um próximo desarme do religador).                   Energizado o segundo trecho, a segunda chave se fecha depois de  transcorrido o tempo previamente ajustado. Da mesma forma que na primeira chave, se não ocorrer o desarme do religador, a primeira chave  “entende” que  não existe defeito à sua frente e permanece fechada (informação que será utilizada para um próximo desarme do religador).   Após receber tensão nos terminais de entrada e após o tempo pré-definido para a mesma, a terceira chave fecha os seus contatos automaticamente e energiza o trecho defeituoso.     Neste momento, passará novamente corrente de curto circuito por todas as chaves à montante da mesma e provoca a abertura do disjuntor.                   Após este evento, todas as chaves que possuem em sua memória o “entendimento” de que não existe defeito no trecho imediatamente à jusante das mesmas permanecerão fechadas.     Como a última chave identificou a falha no trecho à sua frente, a mesma abrirá automaticamente durante o tempo em que o religador estiver desligado e, decorrido o tempo de religamento  do disjuntor, este fechará energizando todos os clientes dos trechos não envolvidos com a falha.                   Um alarme será emitido ao Centro de Operações para informar o estado da terceira chave e encaminhará uma equipe de atendimento emergencial diretamente para o local da falha que fará o seu reparo e restabelecerá o trecho defeituoso.       c) Alimentador Radial com Recursos   Na Figura 10 são apresentados 2 alimentadores radiais com recurso com as chaves NA1 e NA2 normalmente abertas.                     Alimentador Radial Conclusão:   Com  a  automação  da  rede de distribuição  aplicada  a  equipamentos  autônomos  e  telecomandáveis,  é possível obter melhorias nos indicadores de qualidade no fornecimento de energia com redução do DEC e FEC e os custos operacionais, e atender também a percepção de modernidade e qualidade no fornecimento da distribuidora, impactando positivamente na “imagem” da empresa frente à sociedade.

MÓDULO 13 – REDE AÉREA ISOLADA DE MÉDIA TENSÃO EM CONDUTORES PRÉ-REUNIDOS AUTOSSUSTENTADOS 15 kV

MÓDULO 14 – AUTOMAÇÃO EM REDES DE DISTRIBUIÇÃO SECCIONADORAS E RELIGADORES

MÓDULO 15 – CÁLCULO DA DEMANDA RESIDENCIAL E COMERCIAL – PADRÃO ENEL

MÓDULO 16 – SISTEMA ENCAPSULADO DE MEDIÇÃO A TRANSFORMADOR A SECO – SEMTS

MÓDULO 17 – PADRÃO DE ENTRADA DE CONSUMIDOR

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Classificações e revisões de estudantes

5.0
Total 1 Avaliação
5
1 avaliação
4
0 avaliação
3
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2
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1
0 avaliação
Fabiano Leal Sobral
9 meses atrás
Curso muito bom
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